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O impacto da China como líder no ESG

Publicado orignalmente no Universo Cooperativo -> leia

O movimento ESG, do acrônimo em inglês ASG – Ambiental, Social e Governança, está num momento de extremo questionamento. Desde que a liderança dos EUA vem mostrando um posicionamento contra as questões climáticas, a diversidade, a inclusão, dentre outros temas, ficam algumas lacunas que podem ser desenvolvidas por outras lideranças. Em março deste ano, os EUA que é o maior país emissor histórico de gases de efeito estufa, retirou-se oficialmente do Fundo de Perdas e Danos para o Clima, o acordo global em que as nações desenvolvidas se comprometem a compensar parcialmente os países em desenvolvimento pelos danos que estamos vivendo causado pela emergência climática. Este fundo foi acordado na COP28, no final de 2023, depois de muitos debates entre as lideranças dos países e trabalho dos ativistas pelo clima. Lembrando que agora, a COP30 acontece no final deste ano em Belém com muitas oportunidades para o Brasil.

Na questão de diversidade, no movimento pela pressão pelo conservadorismo político, algumas empresas como Google, Meta, Amazon, McDonald’s, Disney, Goldman Sachs, entre outras no EUA diminuíram suas metas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) ou ainda tiraram as políticas do tema do seu site. Muitas destas empresas no solo brasileiro continuaram com os projetos e suas metas de DEI.

Vale sempre ressaltar que o ESG nas empresas vai muito além das questões de Gases de Efeito Estufa e as iniciativas de Diversidade e Inclusão. Existem muitos outros indicadores de gestão como impacto social privado, governança, código de conduta, políticas, gestão de recursos naturais, saúde e segurança, gestão da cadeia de fornecedores, entre outras. Mas será que tudo isso está influenciando as atividades diárias das empresas e cooperativas no dia a dia do ESG e da sustentabilidade?

De acordo com a pesquisa intitulada “Avanços e Desafios: A Maturidade ESG nas Empresas Brasileiras 2024”, realizada pela Nexus em parceria com a Beon ESG , 51% das empresas brasileiras possuem uma estratégia de sustentabilidade. O que representa um crescimento de 14 pontos percentuais entre 2021 e 2024. Nesta pesquisa foram entrevistados 401 executivos de empresas médias e grandes nos vários setores da economia brasileira. E que 43% destas empresas possuem metas socioambientais e 40% utilizam o Acordo de Paris, aquele que os EUA saiu este ano, com o objetivo de limitar o aquecimento global ou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para definir essas metas.

Para corroborar com o movimento pelo combate ao aquecimento global, uma análise feita pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento mostra que uma ação climática ambiciosa pode aumentar o PIB Global de 2040 em 0,2%, com políticas climáticas bem elaboradas, trazendo eficiência, produtividade e inovação.

Em termo de investimentos, o Itaú emitiu R$ 1,4 bilhão em títulos sustentáveis com dois segmentos: uma focada no financiamento de micro, pequenas e médias empresas, no valor de R$ 1 bilhão, e a outra na preservação da biodiversidade, no montante de R$ 400 milhões. Ou seja, estamos falando em valores de investimentos para estas temáticas tão questionadas atualmente.

Então, existem empresas e países entendendo que as mudanças climáticas podem ser uma forma de avanço por meio da transição energética e a diminuição de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Inclusive no anúncio da China neste mês, o presidente chinês Xi Jinping, líder do país que é o maior emissor de GEE da atualidade, estruturará o seu próximo compromisso climático – Compromisso Nacional Determinado (NDC) – levando em consideração todo os setores da economia e todos os GEE. Atualmente, a China considera somente o CO2. E não diminuirão o ritmo de suas ações climáticas e não cortarão o apoio à cooperação climática.

Estas afirmações deixam a China numa posição de liderança juntamente aos países europeus para as questões do clima e da transição energética.

Em um cenário de reconfiguração das forças globais e sucessivas transformações de mercado, torna-se indispensável que empresas e cooperativas cultivem resiliência, preservem o foco em seus valores, missão e visão, e continuem a avançar na construção de um futuro sustentável.

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Fontes:

Forbes: https://forbes.com.br/forbesesg/2025/03/acao-climatica-ambiciosa-pode-aumentar-pib-global-de-2040-em-02-diz-estudo-da-ocde/?amp

Capital Reset: https://capitalreset.uol.com.br/financas/divida-esg/itau-emite-r-14-bi-em-titulo-sustentavel-de-olho-em-biodiversidade/#:~:text=O%20Ita%C3%BA%20emitiu%20R%24%201,montante%20de%20R%24%20400%20milh%C3%B5es.

Valor: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2025/04/23/ndc-chinesa-cobrira-toda-a-economia.ghtml

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